Jô Moraes: De presa política à coordenadora da Bancada Feminina na Câmara dos Deputados

Brasília, sexta-feira, 26 de setembro de 2014 - 16:14      |      Atualizado em: 6 de outubro de 2014 - 12:48

DEPUTADA REELEITA

Jô Moraes: De presa política à coordenadora da Bancada Feminina na Câmara dos Deputados

Representante de Minas Gerais, a parlamentar é a única mulher entre 53 deputados de seu estado. Nas eleições de 2014, conquistou o terceiro mandato.

Richard Silva/PCdoB na Câmara
Jô Moraes destaca-se na luta pela maior participação feminina na política

Maria do Socorro precisou mudar de nome diversas vezes para viver na clandestinidade no período da Ditadura Militar. Já foi Maria do Socorro, Ana, Socorro Fragoso, Luiza e Josydeméia. Jô Moraes é a síntese desses nomes que teve de usar durante 10 anos em que foi vítima da repressão militar. Hoje Jô Moraes (PCdoB-MG), nome que se transformou em nome político, é a atual Coordenadora da Bancada Feminina da Câmara dos Deputados e a única mulher deputada por Minas Gerais num total de 53 parlamentares.

Eleita deputada federal, em 2006 e em 2010, Jô Moraes exerce seu segundo mandato na Câmara dos Deputados, onde se destaca pela luta em defesa dos trabalhadores, dos direitos da mulher e pelo compromisso com os interesses nacionais.  Em 2014, conquistou terceiro mandato. Ela também já foi líder da bancada do PCdoB em 2008 e presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) da violência contra a mulher do Congresso Nacional em 2013. A deputada é atualmente membro da Comissão de Seguridade Social e já presidiu a Frente Parlamentar em Defesa dos Trabalhadores em Transporte Terrestre, além de ter sido vice-presidente da Frente Pro-Antártica e de integrar outras 35 frentes parlamentares.

Iniciou a militância política na década de 1960, no movimento estudantil, quando era estudante secundarista na Paraíba. Mais tarde, foi diretora da União Estadual dos Estudantes e presidente do Diretório Acadêmico da Faculdade de Serviço Social.

Foi presa duas vezes durante o Regime Militar, a primeira em 1968 e a segunda fez quando era presidente do Diretório Acadêmico da Faculdade de Serviço Social, período em que foi cassada pelo Decreto 477/69, que proibia lideranças estudantis de continuar seus estudos acadêmicos.

Em 1972, mudou-se para Belo Horizonte, onde se filiou ao então clandestino Partido Comunista do Brasil (PCdoB). Com a anistia, Jô Moraes passou a atuar no movimento de mulheres. Foi coordenadora da Comissão Pró-Federação de Mulheres de Minas Gerais (1982); presidente fundadora do Movimento Popular da Mulher de Belo Horizonte (1983); coordenadora executiva do Conselho Estadual da Mulher – organismo governamental (1984)-, e primeira presidente da União Brasileira de Mulheres (1989).

Antes de ingressar na Câmara dos Deputados, elegeu-se vereadora por duas vezes em Belo Horizonte em 1996 e em 2000. Permaneceu no cargo até 2002, quando foi eleita deputada estadual . 

Jô Moraes é autora de dois livros sobre discriminação de gênero: “Pelos Direitos e Pela Emancipação da Mulher” e “Esta Imponderável Mulher”. É membro fundador do Conselho editorial da Revista Presença da Mulher e autora de diversos artigos para publicações especializadas no assunto.  É também de sua autoria o livro destinado ao público adolescente: “’Uma história para Érica”, que traz fragmentos da luta durante o período da Ditadura Militar.

A deputada nas redes sociais:

www.jomoraes.com.br

Facebook.com/jomoraes 

@jomoraes

De Brasília, Tatiana Alves 









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