Jogo Baleia Azul pode ser investigado pela PF

Brasília, quinta-feira, 20 de abril de 2017 - 11:51      |      Atualizado em: 27 de abril de 2017 - 11:32

INVESTIGAÇÃO

Jogo Baleia Azul pode ser investigado pela PF


Por: Da Redação

Deputado Moisés Diniz (PCdoB-AC) solicita atenção das autoridades a jogo que tem levado jovens ao suicídio.

Reprodução da Internet

Um jogo tem gerado muita preocupação no Brasil e no mundo. Trata-se do jogo virtual Baleia Azul, que propõe ao jogador 50 desafios que vão desde a automutilação até o suicídio. Quem dita as regras e propõe os desafios é um “mentor”, que envia mensagens aos participantes com instruções do que fazer e solicita fotos como prova do cumprimento das tarefas.

O jogo, que nasceu na Rússia, em 2015, já levou três adolescentes brasileiros ao suicídio e outros à autoflagelação. A preocupação com o jogo aumentou no ano passado, quando diversas fontes divulgaram, sem confirmação, 130 suicídios supostamente vinculados a comunidades virtuais identificadas como "grupos da morte". Países, como a Inglaterra, França e Romênia têm enviado alertas aos pais depois que adolescentes apareceram com cortes nos braços e sinais de mutilação.

No Parlamento brasileiro, o tema ganhou destaque esta semana. O deputado Moisés Diniz (PCdoB-AC) pediu nesta quarta-feira (19), que a Polícia Federal investigue o jogo. “É preciso pegar e prender esses criminosos que estão colocando em grave risco a integridade de nossos adolescentes”, diz o parlamentar.

Segundo ele, a investigação da PF permite estabelecer acordos e parcerias com instituições internacionais de inteligência policial como a Interpol, já que o jogo não tem fronteiras.

Uma audiência pública sobre o jogo também deve acontecer na Câmara dos Deputados, na Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática da Casa. O debate deve reunir representante da Unicef Brasil e o youtuber Felipe Neto, que gravou um depoimento em seu canal para alertar as famílias sobre o jogo e sobre a necessidade de atenção à saúde mental dos adolescentes. Representantes do Facebook e do WhatsApp, meios em que os jovens são geralmente cooptados para o jogo, deverão explicar o que as empresas têm feito para combater a propagação do jogo na web.









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